Andar dos Peixes

Sardinha-da-Amazônia

A sardinha que não é sardinha

Triportheus spp.

Ela é prateada, tem corpo achatado e nada em cardume. Parece sardinha, mas é parente do lambari e do matrinxã. Come sementes, salta atrás de insetos e é o petisco mais comum das margens da Amazônia.

Por que está no Kaluanã

A sardinha está neste andar porque é o peixe do dia a dia. Frita, com farinha e limão, ela está na beira de todos os rios de Rondônia. É o quarto para quem entende que o simples também tem lugar.

Sardinha-da-Amazônia, lateral com fundo de folhas

História

Sardinha-da-Amazônia é o nome de várias espécies do gênero Triportheus. Todas têm a barriga em quilha, nadadeiras peitorais longas e escamas prateadas. Não têm parentesco com a sardinha do mar, que é de outra ordem de peixes.

Vivem na superfície de rios e lagos, em cardumes. Comem sementes, frutos pequenos e insetos que caem na água, e saltam para pegá-los. Na cheia, entram na mata alagada.

Chegam a cerca de 30 centímetros. São capturadas em grande quantidade e vendidas frescas ou salgadas. É um dos peixes mais baratos e mais presentes na mesa amazônica.

Curiosidades

  • As nadadeiras peitorais longas ajudam a sardinha a planar por um instante fora da água quando foge de predadores.
  • Ela é isca preferida para pescar tucunaré e bagres grandes.
  • Em algumas regiões é chamada de sardinha-papuda, pela quilha da barriga.
  • Pequenas e numerosas, alimentam botos, garças, aves de rapina e quase todos os peixes maiores.

Ficha rápida

Nome científico
Triportheus angulatus e outras espécies do gênero
Família
Triportheidae
Tamanho
Até cerca de 30 cm
Alimentação
Sementes, frutos pequenos e insetos
Onde vive
Superfície de rios e lagos da Amazônia
Hábito
Diurno, em cardumes

Perguntas e respostas

A sardinha-da-Amazônia é parente da sardinha do mar?

Não. A do mar é da ordem dos clupeiformes. A da Amazônia é um caracídeo, parente do lambari, do piau e do matrinxã. O nome vem do formato e da cor prateada.

Como se come a sardinha-da-Amazônia?

Frita inteira, depois de ticada, com farinha e limão. Também é salgada e seca para conservar.

Ela serve de isca?

Sim. É uma das iscas vivas mais usadas para pescar tucunaré, surubim e outros predadores.

Publicado por Kaluanã Eco Hotel, Ji-Paraná. Atualizado em .