Andar dos Peixes

Jaú

O gigante dos poços

Zungaro zungaro

O jaú vive no fundo. Escolhe os poços mais profundos do rio, fica parado e espera. Pode passar de 1 metro e de 100 quilos. É um dos maiores bagres do Brasil e um dos mais difíceis de ver.

Por que está no Kaluanã

O jaú está neste andar por representar o que fica escondido. Todo rio de Rondônia tem seus poços, e todo pescador tem uma história de jaú. É o quarto de quem gosta de silêncio e profundidade.

Jaú, jaú saltando na água

História

O jaú é um bagre de couro de corpo largo, cabeça enorme e boca que abre quase como a largura do corpo. Tem cor parda com manchas e uma pele grossa. Vive nos rios da Amazônia e, em outra espécie muito parecida, na bacia do Paraná.

Caça à noite, engolindo peixes inteiros, e passa o dia em poços fundos, sob barrancos e pedras. É pescado com linha de mão e iscas grandes, em noites de rio baixo.

Na piracema, sobe os rios e é visto nas corredeiras. O crescimento é lento e a espécie sofre com a pesca excessiva e as barragens, que interrompem a migração.

Curiosidades

  • Registros de jaú com mais de 1,4 metro e 100 quilos são conhecidos em várias bacias.
  • A boca larga permite engolir peixes de quase metade do seu tamanho.
  • Pescadores dizem que o jaú morde e afunda. Tirar um do poço é trabalho de horas.
  • A carne é firme e amarelada e aparece em ensopados nas cidades ribeirinhas.

Ficha rápida

Nome científico
Zungaro zungaro
Família
Pimelodidae
Tamanho
Até 1,4 m e mais de 100 kg
Alimentação
Peixes
Onde vive
Poços profundos de rios da bacia amazônica
Hábito
Noturno, de fundo, migrador

Perguntas e respostas

Qual o tamanho de um jaú?

Adultos passam de 1 metro com facilidade. Registros confiáveis chegam perto de 1,5 metro e 100 quilos, o que faz dele um dos maiores bagres do Brasil.

Onde o jaú vive?

Nos poços mais fundos dos rios, sob barrancos e pedras. Ele fica parado durante o dia e sai para caçar à noite.

O jaú está ameaçado?

Em algumas bacias sim, por causa da pesca excessiva e das barragens que impedem a migração. Na Amazônia a situação é melhor, mas a espécie cresce devagar e precisa de proteção.

Publicado por Kaluanã Eco Hotel, Ji-Paraná. Atualizado em .