Rio Solimões
O Amazonas antes de Manaus
No Brasil, o Amazonas tem dois nomes. Da fronteira com o Peru até Manaus, ele se chama Solimões. É o mesmo rio, com água barrenta e cheia de sedimentos que desceram dos Andes.
Por que está no Kaluanã
O Solimões está ao lado do Amazonas neste andar porque os dois são um só. Colocar os dois nomes em quartos vizinhos é uma forma de contar isso a quem chega. Quem dorme aqui dorme no trecho do rio que fertiliza as várzeas e alimenta as maiores populações de peixes da Amazônia.

História
O nome Solimões vem do período colonial e remete a povos que habitavam as margens do rio. Ele vale por cerca de 1.600 quilômetros dentro do Brasil, de Tabatinga, na tríplice fronteira com Peru e Colômbia, até Manaus.
A água do Solimões é chamada de água branca. Ela carrega argila e minerais que vêm dos Andes e, a cada cheia, deposita esse material nas margens. É isso que torna as várzeas do Solimões tão férteis e tão importantes para a pesca.
A poucos quilômetros de Manaus acontece o Encontro das Águas. O Solimões, barrento, corre ao lado do rio Negro, escuro, por vários quilômetros sem se misturar. A partir desse ponto o rio passa a se chamar Amazonas.
Curiosidades
- No Encontro das Águas, o Solimões é mais frio, mais denso e mais rápido que o Negro. É essa diferença que faz as duas águas correrem lado a lado sem se misturar.
- A Reserva Mamirauá, no encontro do Solimões com o Japurá, é a maior área protegida de várzea do Brasil. Foi lá que o manejo comunitário recuperou o pirarucu.
- Cidades como Tefé, Coari e Manacapuru vivem do rio. A cheia e a seca ditam o calendário de pesca, plantio e transporte.
- O barranco das margens cede na cheia. Os ribeirinhos chamam o fenômeno de terra caída.
Ficha rápida
- Trecho
- Da tríplice fronteira (Tabatinga) até Manaus
- Extensão do trecho
- Cerca de 1.600 km
- Tipo de água
- Branca, barrenta
- Principais afluentes
- Içá, Japurá, Juruá, Purus
- Encontro das Águas
- Cerca de 10 km de Manaus
Perguntas e respostas
Solimões e Amazonas são o mesmo rio?
Sim. Solimões é o nome que o rio Amazonas recebe no Brasil entre a fronteira com o Peru e Manaus. Depois do encontro com o rio Negro ele passa a se chamar Amazonas.
Por que as águas do Solimões e do Negro não se misturam?
Por diferenças de temperatura, velocidade e densidade. O Solimões é mais frio, mais rápido e carrega sedimentos. O Negro é mais quente e mais lento. As duas águas correm lado a lado por quilômetros antes de se misturar.
Onde fica o Encontro das Águas?
Em frente a Manaus, no Amazonas. É um dos passeios mais procurados da cidade e pode ser visto de barco ou do alto.
Publicado por Kaluanã Eco Hotel, Ji-Paraná. Atualizado em .
